Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Desafio de figuras

Desafio de figuras

Eu te sinto no ardor
do gole quente
café preto ou chá
no calor iminente
desafio de cor
pungente

Te dissolves em sépia
Sobre a mistura preta
Paleta

do amarelo, a sina
do verde, a melodia
do azul, a beleza
do vermelho, a poesia

letra rubra cadente
inconsequente
incerteza

do violino que afina
do outro lado, a cantoria
do teu tom, a certeza
Desparelho em harmonia

eu te sinto no frescor
do beijo molhado
sorvete de menta
no odor consequente
desafio de figuras
impuras?

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Dhenova

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