Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

De quem nada sabe


De quem nada sabe

Sou como toda essa gente
gado apartado em travessia
procissão de eus enfileirados
e fracos espíritos domados

Minha vida quer ser revelia
e precisa ser mais insurgente
ter os brios na linha de frente
para desbravar outras vias

Sempre os mesmos resultados
de repetidos atos malfadados
a acasalar nossas almas vazias
com tudo o que é existente

Quero tanto ver noutra lente
achar na luta cor e poesia
abrir meu lume encarcerado
e deixar todo medo de lado

E quando acender outro dia
quero despertar diferente
e dar um beijo bem quente
nos lábios gélidos de sofia

wasil sacharuk
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