Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Vislumbre

Vislumbre

As mãos abriram a cela
busquei espaços
novos traços
novas esferas
a compreensão
de um novo código

Naveguei nas galeras
perdi o avião
voltei como pródigo
para apertar os laços
e não perder a razão
beijar o cimento do chão

As mãos rasgaram a mudeza
da timidez de versos rasos
vaguei infinitos parnasos
vales de letras belas
e jamais terei a certeza
de que saí da minha janela

wasil sacharuk

ilustrações-4
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