Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Vigília

Vigília

No inverno
prevalece o silêncio
noites abandonadas
bocas caladas

acendo o incenso
o aroma queimado
toma o escuro imenso
enquanto penso
repenso
executo a vigília

preencho de vida a ilha
no momento
nas sombra da poesia
pela noite vazia

o movimento
o intento
olho fechado na utopia
e o outro atento
vigia

wasil sacharuk

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