Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Vício

Vício

meu vício em ti despejo
no teu feitiço maldito
até que eu perca o sentido
vingado, pregado, vencido

na magia do teu rito
a chama arde de desejo
eu encantado no ensejo
um prazer louco, aflito

faz momento calado, retido
armado, desalmado, temido
a maravilha do teu grito
tua nudez que só eu vejo

na relíquia do teu beijo
de bicho, irado, instinto
aberto, regado, despido
fatalmente desmedido

wasil sacharuk

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