Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Ensaio da morte

Ensaio da morte

O gato preto escondia
o segredo da vida

Nas águas negras do mundo
o mergulho mais fundo

A ferradura impedia
o canto da agonia

O vislumbre numa carta
na voz do espirito da mata

O pé-de-coelho atiçava
a sorte louca, danada

Nas quebradas do destino
mil anjos cantavam um hino

O 13 permitia
a dor insana colorida

Apagada a luz que ilumina
as escolhas de uma sina

As três batidas na madeira
besteira?

Nas quatro folhas da sorte
o ensaio ingrato da morte

Dhenova & Wasil Sacharuk

Dhenova

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