Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

As horas e as águas

As horas e as águas

Quedam-se águas de tristeza
destemperanças derramadas
perdem-se gotas de beleza
amolecidas
e consternadas

As horas insistem paradas
descaso que abraça o instante
leito infinito
no rumo do nada
desoriente ao navegante

Sem mais cristais no futuro
apenas rochas indiferentes
as gemas opacas no escuro
jamais terão outro presente

As horas destilam cadentes
ponteando um tempo tardio
a dor que brotou na nascente
não vai parar
o curso do rio

wasil sacharuk


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