Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Jazz

Jazz

Aqui jazz
poemas
morfemas
perdas e danos
ganhos vitórias
ensaios
o papa
papagaios
um tapa
e beijos
ideais
sertanejos
e nada mais

Aqui jazz
um estrela
o tempo
o lamento
roleta da sorte
registro do karma
Janete do Carmo
um vento
um momento
uma estrada
e mais nada

Aqui jazz
o dia
da poesia
ficar calada
e parada
entre o céu
e o precipício
já que poeta
não é nada
poesia não é nada
e só isso

Aqui jazz
estrofes cadenciadas
maneiras
de Dhenova
e Lena Ferreira
e outras gentes
cachaceiras
que escrevem poemas
sobre tantos dilemas
e o próprio enguiço
é só isso
e apenas

wasil sacharuk


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