Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Aberturas

Aberturas

Há tantas portas
refletidas
caleidoscópicas
promessas
histórias

As linhas retas
emolduram
facetas
sentidos
segredos
escondidos
entre alicerces
e treliças

Verdades mortas
distorcidas
claustrofóbicas
encobertas memórias

Portas abertas
apontam
tal setas
destinos
escolhas
suspensas
por pinos
de dobradiças

wasil sacharuk


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