Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Verde de limo

Verde de Limo

Tenho sido titubeio
entre vontade e destino
não sou florbelo
também não sou feio
Hades com flores no meio
ou apenas poeta menino

Sou pedra verde de limo
inerte seguro no freio
desorientado
e com receio

Tenho sido o vacilo
precipício e desatino
poeta preso no estilo
tal cavalo no arreio
hoje acabou o passeio
mas ainda sou peregrino

Procuro o talento divino
acertar sempre em cheio
descomplicado
e sem rodeio

wasil sacharuk

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