Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

No final do túnel deve haver alguma luz

No final do túnel deve haver alguma luz

Apaguei indícios
de histórias
de vidas
varri resquícios
desnutri as esperanças

A vida decerto é dança
aloprada
e requebrada
levanta poeira
e afasta cadeiras
para os cantos da sala

E quando cala
  despede os vícios
a foda
a fauna
e a flora
na última hora
isso tudo
não vale nada

a alma esvaziada
se livra das lutas
do amor
do dinheiro
da dor
das putas
dos puteiros
para morrer
na contemplação

o que é a vida, então?

wasil sacharuk

Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS