Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Andei a interpretar sinais

Andei a interpretar sinais

Andei a ler a marca
gravada nas pegadas
forma de lua rasgada
ou então uma curva
no traço da sorte

Andei a flertar a morte
bicha faminta e parca
de vida que não vale nada
uma parte embriagada
a outra de ressaca

Contei bosta de vaca
durante a caminhada
risco de sina traçada
cega como faca
sem ponta e sem corte

Busquei na fé algum norte
condescendência escrava
que nem poesia rimada
e a vida velhaca e folgada
apenas pensava e andava

wasil sacharuk

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