Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

O medo da travessia das ruas



O medo da travessia das ruas

Ouço vozes
as mesmas que ouvias
revisitado passado
de herois e algozes
e das bruxarias

tuas mãos sem segredos
seguram as minhas
no dia abençoado
por um sol de poesia

ainda sei teu abraço
atávico laço
doce e apertado
amor desvelado

sinto aquele medo
o mesmo que sentias
nos ciclos da lua
da travessia das ruas
na rota dos desenredos

talvez seja cedo
para perfurar o espaço
riscar o tempo num traço
e ter contigo outro dia

wasil sacharuk


ao meu pai

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