Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Foi assim

Foi assim

Quis saber
o que ocorre na mente
e deixou a semente brotar
para contemplar a expressão

Cada oportunidade granjeada
e cada verdade submetida
ao crivo da razão

Foram tantas tentativas
quantas possíveis
em todos os níveis
do discernimento

Esgotados os argumentos
em tempo

Dedicou instantes significativos
a provar do semblante aflitivo
e do grito por solução

Meditação
observação
obcecado pela questão

Qual nascente
das atitudes
amiúde dos pensamentos?
para onde vão
depois que passam por aqui?

Teve na mira
o controle da ira
nada religioso
ou sobrenatural
era busca do gozo
pelo domínio mental

Trouxe a dinâmica na guia
e o escrutínio
de raciocínios insanos
jogados em meio
aos anseios e reações

Comeu dos restos
servidos aos cães

Fingiu pensar
flagrou-se pensado
atolado na lama dos padrões
e das pré-concepções

Mergulhou
no centro da chama
das ilusões
no intento
o cotidiano clamou socorro
perdeu o curso sereno
tudo revirado tão depressa

Das soluções caducas
perdidas em hesitação
o mundo ficou cheio
e nem tentou fazer as pazes

Foi apenas um sistema
esclerosado e portanto
decadente

Os dentes da engrenagem
não suportaram
tantas resoluções
complexamente abstratas

Procurou a vida já pronta
na despensa, nas latas
vasculhada
nas quinquilharias
Nos vestígios
da origem da confusão

wasil sacharuk

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