Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Viajante de vinho


Viajante de vinho

Gosto
se te aproximas
a repassar meus lamentos
e dissabores
tal os outros idosos
falo de minhas dores

também gosto 
daquilo que não gosto
mas somente me importo
se eu perco o humor
e o discernimento

gosto 
desse teu indagar
falsamente ciumento
que se diz inseguro
mas que invade o momento
com um sutil argumento
e o toque mais puro

mas também gosto 
do teu carinho
que já sabe o quanto
eu gosto de estar sozinho
para poder poetar 
viajante de vinho
dar a vida ao rebento
sobre meu desalinho

wasil sacharuk
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS