Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Boca



Boca

sussurras o nome
assanhados cabelos
bebes beijos
e das roupas
que eram poucas
nada fica

de ti sei da fome
que pega 
que come
me some
sincronia de dentes 
poesia de língua 
dança alucinada

suplicas desejos
provas dedos
até o fim
se digo que sim
a mim
não recusas

arranco segredos
de verve afiada
versos em brasa

as marcas
espalhadas
nas entradas
e o encanto 
pelo canto
da boca 
semicerrada

wasil sacharuk

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