Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

D'algemas quebradas


D'algemas quebradas 

Vou para o futuro sem olhar para trás
sem ouvir o eco das minhas palavras
esquecer dos caminhos que não cruzo mais
do som entristecido das antigas falas
aquelas que não se calam

Vou a outra poesia e ser novo homem
afinar a música em outras escalas
novos condimentos contra essa fome
tatear a escuridão dessas vias tortas
e certezas mortas

d'algemas quebradas erguer os punhos
d'algemas quebradas vou romper o mundo

Quero dormir morrendo em branco lençol
inverter os rumos que me levam ao sul
encontrar a faceta mais fria do sol
da minha sanidade o lado alucinado
quero o canto libertado

d'algemas quebradas erguer os punhos
d'algemas quebradas vou romper o mundo

wasil sacharuk
Postar um comentário
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Esse site é apoiado por INSPIRATURAS