Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Eu não queria ser poeta


Eu não queria ser poeta

Sabe, eu não queria ser poeta
mas carrego a sina
que me azucrina
de tratar as letras
tal fosse um esteta

Assim faço tudo errado
são ruins meus poemas
vazios meus dilemas
não há um que se salve
pois afinal
sou um escriba boçal
e não o Castro Alves

Meu chefe reclama
que não penso em grana
mas somente poesia
e talvez chegue o dia
de ficar desempregado

Mas sou um tipo danado
fugitivo da vida dura
bem longe da amargura
no meu reduto encantado

E de tudo o que gosto
não é do poema que posto
mas do fato que me amas
e que me esperas na cama
enquanto me dizes poeta

mas não queria ser poeta
contudo tenho a sina
que ainda me azucrina
de tratar as letras
tal esteta

o pensamento redunda rimas
jamais digo as coisas certas

wasil sacharuk
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