Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Sentinela



Sentinela

Das tuas injúrias malditas
elaborei meu calabouço
ofusquei a chama das velas
em oportunidades distintas
eu te espreitei da janela

Reinaste em meu Hades
meu mestre minha esperança
agora sou o espírito
que vai irromper pelas grades
sob a ira da vingança

Deixo-te ir, afinal
à tua sorte miserável
rumo de passos aflitos
onde todos desígnios do mal
irão arrancar o teu grito

E daqui do meu quarto
ouvirei os badalos do sino
e esperarei sentinela
o encontro do fio do meu corte
com a linha do teu destino

wasil sacharuk
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