Sabes, Amora, eu deveria pensar em não chover mais em ti, mas isso não importa se usas guardachuva. Amora, não tenho capa sequer uso luvas, saíram de moda. E se te incomoda tu te apartas dos pingos da chuva, te resguardas no abrigo se minha chuva te molha. Mas vai, vai Amora, leva a cadeira e teu maldito guardachuva, senta lá fora sem roupas. Mas naquela hora, amada Amora, eu bem sei que tu ficas louca se eu mergulho nos teus olhos em cântaros. Amora, vejo sóis se chovo em tua boca.

Miragem



Miragem

Foi quando a donzela
fez do sonho a primavera
Carruagens eram abóboras
E seu amor ainda espera

Foi quando o príncipe
fez do beijo a poesia
Pela princesa foi beijado
Em lindo sapo transformado

Foi quando o povo
fez do ato a quimera
Sempre esquecerá do novo
Quando o passado persevera

Foi quando a melodia
fez do som a nostalgia
Cada nota era memória
Cada refrão uma história

Foi quando a parceria
fez do amor o verso
Cantou estrofes de harmonia
Calou o sentimento perverso

Foi quando o amanhecer
fez do abraço o afeto
Esperou o sol nascer
P'ra refrescar o deserto.

Dhenova & Wasil Sacharuk
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