dos tempos de crise

dos tempos de crise

já cutucou a língua
num canto da lua
aveludada de amor
hoje lambe o amargo
das correntes de aço

intrincados elos

a cruz forma vértices
ângulos retos
aos braços

e os tímpanos
tilintam silêncio
espocam incertos

pende o corpo
carne esqueleto
mas não é morto
apenas repleto

wasil sacharuk

sobre os tempos de crise

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