Maria Louca



Maria Louca

a louca Maria
lá do Sobrado
passa a ler poesia
no canto ensolarado
daquela janela

vive a ler rimas ricas
e as metáforas mais belas
são as suas relíquias
no mundo encantado
das suas quimeras

a louca Maria
lá do Sobrado
passa noites e dias
a ouvir uns recados
que vêm das estrelas

ela não é astrofísica
e sequer tem luneta
só recolhe as titicas
do mundo abstrato
na janela aberta

wasil sacharuk
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