Adaga

Adaga

risquei teu nome
no espelho do banheiro
desmanchei meu baton

vingadora insone
saí mesmo do tom

a raiva embriaga
eu perco o norte
a elegância e o porte
é a praga

no sentido da fome
comeria-te inteiro
e seria tão bom
  o desejo é ligeiro
insano e rasga
sem compaixão

arde forte
o sol escorpião
diante do corte
da adaga

wasil sacharuk

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