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Fêmea indelicada

Fêmea indelicada

passeio-te pela pele
as digitais
percorrer-te outra vez

circunferencio-te
branca tez
fina areia

morna brisa
sopra do mar reentrâncias
hoje sou lua cheia
bebo-te os córregos
deslizo-te as tranças
penetro-te os poros
clandestinos da pele

assalto-te os potes
teu tesouro
tua oferenda

despejo-te néctar
sobre a língua
indelicada fêmea
faminta na senda

morna brisa
sopra do mar reentrâncias
hoje sou rio acima
escrevo-te as rimas
descrevo-te as ânsias
agarro-te as crinas
a sujeitar-te no curso

wasil sacharuk