Amor de milonga



Amor de milonga

quero amor refratário
que decanta milonga
e se banha no Prata
amor sem bravatas

quero amor sem a zanga
que não desfia rosário
verte livre do estuário
e descansa nas sangas

amor perdido nas matas
das cidades cinzentas
exala cheiro pitanga
assovia com os canários

ao fim da tarde
toma comigo o mate
que encurta lembranças

amor enroscado aos galhos
ao solar das esperanças
e rodopia na dança
quero amor que dá rumo
e não dá atalho

wasil sacharuk

Inspiraturas