Seara

Orquídeas que adornam meu túmulo

Orquídeas que adornam meu túmulo

o verso faca afiada 
sem piedade sem dó
corta lanha entorta
revira o avesso
reduz ao pó
o sangue que verte de mim

verso ruína sem fim
coliseu das cinzas
desvelado jardineiro
das reminiscências híbridas
e negras orquídeas
estranhamente belas.

wasil sacharuk