Seara

A pele que veste tua alma

A pele que veste tua alma

te provoco
te perdes insana
onça selvagem
carente e faminta

verto tintas
nos teus círculos
cubos, retângulos
te entorpeço
com essências de sândalo
patchouli e cravo
perfumada em gotas
de absinto

te perdes
desbravando passagens
no meu labirinto
sem fio de ariadne
e nenhuma guarida

perdida
desnorteada
desorientada
e atrevida
tu me pedes um beijo
e me perco contigo

dançam minhas mãos
nas tuas salas
teus caminhos
teus abrigos
precipícios
abissais

deixo marcas
digitais 
minha palma
na pele 
que veste tua alma
o meu vício.

wasil sacharuk