Seara

Úmida

Úmida

a língua pronuncia
palavras torpes
bastardas

as pétalas afastadas
e contrais
espichas
aninhas
contorces

úmida
não esqueces a poesia
escrita nas saliências
tatuada nas curvas
declamada nos cantos
criada na cabeça que apertas 
entre as pernas

alivia tua dor
com lambidas certeiras
e memórias eternas.

wasil sacharuk