Seara

Explodida das veias abertas

Explodida das veias abertas

Tu és medo em estrofes diretas
quando a sina se torna agonia
tantas letras e um só argumento
a versar lágrimas e ventos

Tu que nasces no ventre do dia
enredada nas horas dispersas
quando a luz retorna inquieta
encoberta se torna sombria

Tu és verve cingida em lamentos
a acidez que ruiu monumentos
perfilaste ideias cinzentas
em busca da própria alforria

Tu tens asas que movem dispersas
e eu te faço sublime poesia
te amparo nua em rebento
plasmo versos no teu firmamento

Tu que nasces sem sabedoria
explodida das veias abertas
quando flui a vida repleta
entre as guerras e a calmaria.

wasil sacharuk