Ao Psicopompo

Ao Psicopompo

Vejo a ti
teu semblante
sorriso diamante
gadanha que corta
o breu 
dos meus medos

conto a ti
os segredos
essa vastidão 
dos meus eus
engulo a ti
nos calmantes
morfinas e relaxantes
na ausência de deus

e deixo a ti
o que é meu
poesia irrelevante
o barraco navegante
tudo o que não morreu.

wasil sacharuk