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Nunca por engano

Dhenova


Nunca por engano

Quando o latido irrompe na madrugada
da janela, cinzentas luzes parcas
revelam o dia que está chegando
o sono não mostrou a cara
nem tampouco deu ânimo
letras são forjadas
talvez num desafio
nunca por engano

já sei que poesia
jamais é um engano

Quando os resquícios da noite acordada
pela tela, letras que dançam opacas
revelam que a noite está morrendo

nunca por engano.

Dhenova & Wasil Sacharuk