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Espere-me

Espere-me

Sei que me mostras
o quanto me amas
apesar de tudo

e eu fico mudo
se perdes o tempo
embalando as noites

eu nunca prometo
fazer difente
do que fiz antes
de detonar o mundo

mas eu perdi o meu senso
numa curva qualquer
da esperança

eu coloquei
a bandeira sobre a porta
ela diz: amor
e diz: espere-me

eu sei que causas
tanta destruição
sempre que me vens

e não há nada
que faça mudar
a ideia maluca
que sempre me consome

e eu nunca prometo
fazer difente
do que fiz antes
de detonar o mundo

pois eu perdi o meu senso
numa curva qualquer
da esperança

eu coloquei
a bandeira sobre a porta
ela diz: amor
e diz: espere-me

o quanto me queres
em meio às noites
enquanto me feres
com teus açoites
nós somos mares
de marés confusas
sou dos teus males
de mim és musa

se eu perdi o meu senso
numa curva qualquer
da esperança

eu coloquei
a bandeira sobre a porta
ela diz: amor
e diz: espere-me.

Wasil Sacharuk