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Capuchinho



Capuchinho

Rubro era o seu pecado
tingido de vã inocência
passeava só, sem licença
com doces confeitados
de sabores atávicos

Trazia um cesto de enlaces
de sonhos e chocolates
hesitava na trilha dos vícios
com poemas riscados
de versos rasgados
falantes de falos
e orifícios

Perseguia os seus auspícios
cordeiros em pele de lobos
seduzidos na noite de sono
enquanto sonhavam comê-la

E ela, tão pequena
envergonhada cobria a cabeça
com rubros panos
para que o dó dos enganos
jamais lhe apareça.

Wasil Sacharuk