Saber-se entre versos


Saber-se entre versos

Caso queira saber-se à beira dos meus dias
faça de conta que as horas são fugitivas
dos olhares da morte sorrateira...
à beira da vida é um bom esconderijo
para seus delírios de poesia.

Solo donde arrebentam cadências estelares
que escorrem ligeiras pelas galerias
a repercutir entre outras vidas
moinhos de signos recriam os desejos
de paixões apuradas em refinaria.

Mas, se não procura saber-se entre meus versos,
tente ouvir o grito do meio...
O esteio da metáfora acesa é a mesa
posta sobre o dia inteiro.

Desvendará os eventos sobre a esteira
das tênues realidades e seus avessos
em vocábulos certeiros mas sem certezas
que instigam a saber-se em seus retrocessos.

Juleni Andrade & Wasil Sacharuk

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