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No balanço do tempo



No balanço do tempo

Quando as árvores balançam
E o tempo em sua mágica gira o mundo;
Dizem a todos os gênios e ignorantes
Que ainda há vida válida.

Eis que sopra uma aragem cálida
Enquanto os sentidos desencantam
Como a energia que move a tudo
Por rumos inexatos e diferentes.

Quando o solo germina as sementes
Faz do universo um projeto fecundo
Com brotos de vida e amores errantes.

E as árvores em balanços permanentes
Acompanham o tempo que, profundo,
Esvaece pelo vão das horas girantes.

Suely Andrade & Wasil Sacharuk