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A Lua e mais nada

foto: W Sacharuk


A Lua e mais nada

Vejo novembro
sob o foco da lua
íris de ouro e prata
e tom nostalgia
gritos de luz que ecoa
na noite calada
em mim só encontro a lua
e mais nada

Vejo novembro
sob o prisma da poesia
corpo coberto com véu
que seduz e insinua
toma emprestado do sol
e oferece à rua
espelha a face de Apolo
em calor e ousadia

Vejo novembro
sob um facho na estrada
na eloquência das marés
e verves alteradas
nas danças insanas
nos saraus da geologia
e morre distante dos olhos
quando a noite recua

Eu vejo novembro dormir
quando dorme a lua.

Wasil Sacharuk