Chorosos nacos


Chorosos nacos

Enpinou o cone do arco
puxou outra flecha sem sentido
enxugou da testa o suor
e esperou a temer o pior

remoeu os mais tolos motivos
impressos no lado mais fraco
conformou o próprio fiasco
aos ditames do ego combalido

se dos males queria o menor
errou escolhendo o rancor
plasmado em níveis depressivos
detrás do sorriso de plástico

dispensou o belo tom mágico
que brilhava nos olhos tão lindos
definiu qualquer falta de cor
grisalhos matizes de falso amor

viveu desses pães amanhecidos
partidos em chorosos nacos
que não decidem os próprios atos
e viverão para ser engolidos.

Wasil Sacharuk

Inspiraturas