O sopro melancólico do Minuano

O sopro melancólico do Minuano


Após o longo período de chuvas intensas, fazia dois graus centígrados na Lagoa da Pérola.

Foi preciso estender as roupas no varal. O vento frio cortou e provocou calafrios. O cão das articulações congeladas e da pata quebrada tentou dançar solene com os respingos da toalha de banho encharcada de solidão. E mais um longo fio de negro cabelo foi encontrado escondido entre as fibras de algodão da meia branca (já nem tão alva).

Durante o início da tarde estive eu, a pregar lembranças para secar no sopro melancólico do Minuano.

Nesse dia, o vento não fez música.

wasil sacharuk