Na cauda da liberdade


Na cauda da liberdade

Tu, que és pedra 
de tão bruta
e de incertas facetas

não tens asas abertas
leveza graciosa e astuta

Tu, que te estreitas
e escapas da cura
não queres ser poliedro

serás lapidada nas perdas
com cinzel de ponta dura

Tu, que não te aceitas
tens a solidez dos segredos
e a solidão da clausura

quando te livras dos medos
encontras o que procuras

atrelada a uma borboleta.

Wasil Sacharuk