O pueril balanço das roupas


O pueril balanço das roupas

A disposição era torta
contemporânea instalação
expostas em qualquer bienal
numa concepção universal

pendiam sarrafos do chão
tal atlas das roupas rotas
uma jazida de células mortas
oculta nos poros de um blusão

das brisas que sopram  varal
ventam roupas em cor desigual
pingos pingados na imensidão
numa organização tão incerta

pediam por uma área aberta
para poder arejar o colchão
e secar os fluidos ao sol
esfregados com branco total

com gancho, grampo e cordão
penduravam um mar de gotas
de limpas, cheirosas e fofas
tramas téxteis de ilusão

wasil sacharuk


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