Cada um com seu naco

Cada um com seu naco

Carecia dividir o bendito pão
Ao invés de comê-lo sozinho
Desde o milagre da multiplicação
Abasteci minha adega de vinho

Um pai nosso e duas avemarias
Mudarão o percurso dos dias

Conheci os milagres da fé
Ordenando palavras ao léu
Mergulhando o pão no café

Servi a qualquer deus do céu
Engolindo os nacos sagrados
Ungindo de vinho os pecados

Nas letras dessa oração
Ao invés de escrever poesia
Comunguei o milagre da podridão
Orando os versos da heresia.

(Acrósticos  5,1-11)

Wasil Sacharuk

Inspiraturas