De quem nada sabe



De quem nada sabe

Sou como toda essa gente
gado apartado em travessia
procissão de eus enfileirados
e fracos espíritos domados

Minha vida quer ser revelia
e precisa ser mais insurgente
ter os brios na linha de frente
para desbravar outras vias

Sempre os mesmos resultados
de repetidos atos malfadados
a acasalar nossas almas vazias
com tudo o que é existente

Quero tanto ver noutra lente
achar na luta cor e poesia
abrir meu lume encarcerado
e deixar todo medo de lado

E quando acender outro dia
quero despertar diferente
e dar um beijo bem quente
nos lábios gélidos de Sofia.

Wasil Sacharuk

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