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Das dores poéticas

Das dores poéticas

Fui aos confins da rebeldia
brotar a semente da ilusão
de sonhar de noite e de dia
enaltecendo qualquer razão

Jamais um poema deu leite
e por isso poeta não vinga
fascinado na vida da noite
encara a morte com pinga

Se essa lida fosse de poesia
talvez outra sorte vingaria
que garantisse água e pão

E talvez o médico receite
remédio para dor de dente
e uma cura para ilusão.

Wasil Sacharuk