Dhenova

Dhenova

Aquela mulher
de vermelhos cabelos
disfarçada de guardachuva
era ela
ainda mais bela
era Dhenova

A chuva renova
insanos desvelos
como a deusa quiser
e ser como ser
delicada
gata em novelos

Na terra molhada
poças e elos
luz nua em pelo
me beijou descarada
arrancou meu segredo
escreveu o enredo

Aquela mulher
de mechas vermelhas
ainda é Dhenova
a cada lua renova
a velha centelha
de ser como ser

Amada
assim
é Dhenova
a estrada
o meio
o anseio
até o fim.

Wasil Sacharuk