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Alegorias

ALEGORIAS

Desfaço hoje antigos laços que me sufocam
Apago agora velhas escritas que nada dizem
Jogo ao vento as rosas mortas, quero que pisem
Retiro célere as vãs promessas fora de foco

Corto agora os velhos nós que não desatam
Foco o meu inferno, esqueço a vertigem
De rumos tortos, minha busca, perco a origem
Mato fantasmas que me querem deixar louco

E por ironia, o muito empenho resulta pouco
nesta voragem de dar sentido ao desatino
No labirinto no qual enredo o meu destino

E por um lapso, o meu grito me sai rouco
o que resta é riscar versos em torvelinho
é o que faço e desconheço outro caminho.

Wasil Sacharuk e Marisa Schmidt