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Toda Molhada

Toda Molhada

Chove

ele, olhos vidrados
a língua fora da boca

pernas moles
as dele
e as dela

o corpo dele estremece
seus movimentos são lentos...
mais lentos...
inexistentes

na rua, ela agarrada ao pescoço dele
espreme
sacode

as pernas, todas desabam
sobre o chão molhado

pingos grossos e vermelhos
se fundem às pocinhas de chuva

ela levanta
baixa o vestido
arruma o cabelo
retira do bolso dele algumas notas
e sai

toda molhada.

Wasil Sacharuk