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O Filho da Lua é um Cometa

O Filho da Lua é um Cometa

Quem olha o céu não avista
os traços do Filho da Lua
as sementes de verve viúvas
são súplicas secas sem chuva

A beleza no cio ficou nua
à espreita de uma conquista
do afago sensual do artista
quis morrer remoendo a lacuna

E o verbo deixou a tribuna
a ação do sujeito é reclusa
argumento que não insinua
entregue ao chasque pessimista

E Sofia dormiu com o sofista
a certeza engoliu falcatrua
quando a sorte perdeu fortuna
os diabos vestiram candura

Se a Lua morrer na clausura
talvez essa espera desista
de encontrar outro protagonista
que alinhave a palavra que cura.

Wasil Sacharuk