Ao Aquinate



Ao Aquinate 

Desconheço
teu motor imóvel
parido numa fábula
demagogo das tábuas
da cruel deontologia 

Não mereço
o ato insensível
essa patifaria
de tomar do alheio
a alta filosofia 

Causa espanto
o maldito defeito
de copiar predicado
e trocar o sujeito
fazer reinventado 

Se não me engano
foste canonizado
no vaticano
pela santa vontade
logo, és divindade 

Saiba, seu santo
sou aristotélico
penso a felicidade
como única verdade
e escudo bélico 

A mim tua falácia
de ficção científica
não logrou eficácia
nem sequer metafísica
e continuo pagão 

Faça uso da razão
padre de Aquino
e minha premissa
não é sermão de missa
ou a letra de um hino. 

Wasil Sacharuk 

Inspiraturas