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Passaporte

Passaporte

São tantas memórias
de poeira e histórias
cara de cinema mudo
pretendem saber tudo
mas estão enganadas

Eu desenho pegadas
nos corredores da sina
encantada na dança
penso que sou criança
mas já não sou menina
estou presente no nada

Em meio às lembranças
aquelas mais resistentes
clamam por esperança
e suas irmãs prematuras
morrem de amargura
como vadias largadas

Por hora eu pego estrada
e lanço o futuro à sorte
carimbo o meu passaporte
aprendi a ver no escuro
e tenho certeza da morte.

Wasil Sacharuk