Obituário Filosofal

OBITUÁRIO FILOSOFAL

Morrer,
cair como um grão de areia
no deserto da existência

Do que viver cara feia
em norte que desnorteia
dessa obsolescência

Fenecer,
como fora d’água uma sereia
na secura da insolvência

Do que a banheira cheia
mas preso numa cadeia
entre hipocrisia e carência

Esmorecer,
subitamente como uma abelha
após soltar o ferrão pela indecência

Do que ser como ovelha
sem progresso ou centelha
nas fronteiras da demência.

Decimar Biagini e Wasil Sacharuk